atendimento(19) 3251.7889

Empresas se unem e criam carro controlado pelo cérebro

Velocidade excessiva, embriaguez ao volante e inutilização dos cintos de segurança. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), essas são as principais causas de acidentes de trânsito no mundo. A pesquisa mostra que um quarto fator começa a chamar atenção nas estatísticas: o uso de celulares. Dados da organização mostram que número de pessoas que usam o aparelho na direção aumentou de 1% a 11% nos últimos 5 anos. Ainda assim, segundo documento publicado neste ano pela ONU (Organização das Nações Unidas), dos 182 países compilados, 20,32% não possuem legislação para fiscalizar o problema.

Esse panorama deve mudar se depender de uma criação da agência de publicidade JWT, em parceria com a companhia de neuroengenharia Emotiv e a RAC, um associação australiana de automóveis focada em segurança. Neste ano, as três empresas se juntaram para desenvolver o Attention Powered Car, um carro movido a atenção. O modelo desacelera quando detecta que o motorista está focado em múltiplas tarefas além da condução do veículo.

Essa ação vai muito além do universo da mecânica automobilística. Ela só é possível graças a um aparelho capaz de interpretar ondas cerebrais, movimentos da cabeça e dos olhos e transmitir essas percepções ao sistema de aceleração do carro por meio de um sistema wireless. Pode parecer coisa de ficção científica, mas essa técnica de mapeamento cerebral, chamada EEG (eletroencefalografia), foi criada nos anos 1920, conforme explica Geoffrey Mackellar, físico responsável pelo projeto, em entrevista a Autoesporte.

“Nós desenvolvemos algoritmos para interpretar a atividade no cérebro, para que possamos medir fadiga, humor e emoções como entusiasmo, tédio e frustração. Também é possível medir atividade muscular facial para detectar piscadas, movimentos da sobrancelha, sorrisos, risos e assim por diante”, diz o cientista. “Descobrimos que o principal indicador de desatenção acontece quando o motorista está dirigindo normalmente e muda subitamente o foco de concentração, como quando está conduzindo o carro e, simultaneamente, pensando em uma mensagem de texto engraçada e a digitando no telefone”.

O protótipo foi montado a partir de um Hyundai i40, fornecido pela marca. Os testes com o carro movido a atenção valem para situações ainda mais banais, como mudar a música do rádio, conversar com o passageiro, dirigir por um longo período em baixa velocidade ou até tentar solucionar desafios metamáticos mentalmente. Segundo Mackellar, essas e outras situações foram simuladas em circuitos fechados e ou em estradas, com supervisão. Mas e na vida real? Funciona? “Uma maneira de adaptar o dispositivo ao uso público seria simplesmente gerar um alarme para alertar o motorista a prestar atenção ou talvez limitar a velocidade máxima do carro, em vez de reduzir a aceleração”, afirma Mackellar.

Fonte: Autoesporte

CENTRAL DE ATENDIMENTO (19) 3251.7889 central@redemonteiro.com.br